Um amor até sermos velhinhos!

Um amor até sermos velhinhos!

11 de Maio, 2021 0 Por Rita Leston
Digam-me. Digam-me que conseguem ver este vídeo até ao fim se se arrepiar um bocadinho e sem ter um cisco a teimar em entrar dentro do olho e a querer soltar uma lágrima?
Até ao fim. Eu disse, mesmo até ao fim!
Não seria o tipo de música que iria procurar para ouvir – erro meu, que sou, usualmente, mais barulhenta – mas, quando me disseram que tinha de assistir ao “vídeo dos velhinhos“, lá tive de ir à procura da música para ver do que me estariam a falar.
E bolas! O vídeo! Oh, o vídeo! Juntar dois jovens, cada um deles já com mais de 90 anos e com uma lucidez de e sabedoria invejáveis, Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz, neste pequeno filme, foi genial e do mais enternecedor que já vi e ouvi. Ter aqueles dois senhores – queria chamar-lhes “os nossos dois monstros do palco”, mas aqui soa-me tão mal!– a interpretar a história desta música, que não é nada mais do que a história de toda uma vida a dois, é de um carinho absoluto que me deixou enternecida do início ao fim, de sorriso tonto e olhar marejado.
E chegar ao final, como que num quarto escuro onde as palavras só ecoam na nossa mente, e ter aquela voz forte e ao mesmo tão terna, tão de nós conhecida, simplesmente a declamar a letra do poema, torna tudo ainda mais especial. Longa vida aos “nossos monstros“!
É isto. É tudo isto condensado numa música e em poucos minutos de imagens que é suposto ser o amor.
São construir memórias ao longo de uma vida, para poder partilhar em todo o sempre. É cuidar, é conhecer, é saber de cor o outro. São promessas – sim, o amor são promessas que não vãs – que se tencionam para cumprir para todo o sempre. Porque o “para sempre” é eterno, pelo menos enquanto dure e estejamos convencidos de que é real.
É isto que todos deveríamos ter conseguido quando formos velhinhos.
É isto que eu quero para mim e para isto que trabalho no meu amor todos os dias, enquanto não caminho para mais nova.
Desejo-vos o mesmo!
Rita Leston. E Então?